Monday, July 28, 2008

Semana Cubana - Siempre es veintiséis

 

55º aniversário do ataque aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes também foi comemorado em Belo Horizonte por  brasileiros e cubanos  residentes na capital .

A Associação Cultural José Marti de Minas Gerais e o Programa Soyloco por ti America, da rádio comunitária Carocol, promoveram a Semana Cubana com filmes e shows de música cubana no Cafofo NetCine . A programação que teve início no dia 23 com mostra de fimes cubanos e terminou dia 26 de julho  com show da artista cubana Teresa Morales, no Cafofo Net Cine.

 

 


A antiga fortaleza militar, atacada em 26 de julho de 1953 por um grupo de jovens, liderados por Fidel Castro, que virou Cidade Escolar 26 de Julho depois do triunfo da Revolução.

O ataque ao Quartel Moncada de Santiago de Cuba em 26 de julho de 1953, foi uma notícia que o mundo desconheceu. Os jornais publicaram que o jovem advogado cubano Fidel Castro Ruz, com um grupo de jovens, atacaram a segunda fortaleza militar do país, com o propósito de mudar a situação cubana, quer dizer, devolver a esmagada Constituição da República, derrubando o general Fulgencio Batista que apenas um ano antes — em 10 de março de 1952 —dera um golpe de Estado militar, tirando do poder o presidente Carlos Prío Socarrás, eleito democraticamente.

Dessa maneira o mundo ignorou que esse dia, em 26 de julho — domingo — foram torturados e assassinados, extrajudicialmente, uns 46 jovens presos, e em dias sucessivos a cifra aumentou a mais de 60, embora as notícias militares dissessem que tinham morto em combate com o exército. Em 26 de julho somente seis combatentes revolucionários morreram combatendo no quartel de Santiago de Cuba.

Quando no julgamento efetuado em Santiago de Cuba a partir de 21 de setembro de 1953 (Causa 37) o procurador perguntou a Fidel quem era o autor intelectual do Moncada, este respondeu com ênfase que ninguém tinha que preocupar-se, que o único autor do ataque ao Moncada era José Martí.
O revés tático começou a tornar-se uma vitória estratégica a partir de 21 de setembro, quando o chefe do Movimento revolucionário e do ataque ao Moncada — Fidel Castro — compareceu pela primeira vez ante o Tribunal, no Palácio de Justiça de Santiago de Cuba, como acusado e advogado, assumindo a defesa do ataque. Suas declarações e o processo de interrogatórios — como advogado — foram tão convincentes quanto às versões divulgadas desde o 26 de julho por Batista e seus cúmplices militares, que aquele julgamento mudou seu projeto em 48 horas e de acusado, Fidel tornou-se acusador.
Fidel pronunciou oralmente  sua alegação de autodefesa, conhecido no mundo todo como A História me absolverá, discurso que ele mesmo reproduziu num texto durante o tempo que esteve na prisão, no antigo presidio Modelo, na Ilha de Pinos. As ações de 26 de julho de 1953 transformariam o mapa político de Cuba e do resto da América, constituindo um exemplo de que uma Revolução social era possível. O exemplo que mostrou esse grupo de cubanos, apoiados depois pela luta e pela vitória da anistia; pela expedição do Granma e a luta do Exército Rebelde na Serra Maestra; pela união dos grupos revolucionários; a greve geral de 1º de janeiro de 1959, convocada por Fidel, como comandante-em-chefe, e 55 anos de resistência dum povo, são o aval da importância daquele dia que o mundo não levou em conta.
(Fonte: Granma Internacional de 25 de julho)

Posted by Associação Cultural Jose Marti de Minas Gerais at 16:44:55
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One Response to “Semana Cubana - Siempre es veintiséis”

  1. Comemoram em Brasília Dia da Rebeldia Nacional em Cuba

    O 55 aniversário do assalto aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes foi comemorado em Brasília com um encontro organizado pela Associação Nacional de Cubanos Residentes no Brasil “José Martí” – ANCREB, entidades de solidariedade a Cuba e o Núcleo de Estudos Cubanos da Universidade de Brasília.

    No evento, realizado no sábado 26 de julho no acolhedor Café da Rua 8, no centro da cidade, participaram aproximadamente 300 pessoas. Presidido pelo Embaixador de Cuba no Brasil Pedro Núñez Mosquera, contou também com a presencia de funcionários da Embaixada cubana, assim como representantes da Embaixada da Venezuela. Assistiram, ainda, dezenas de cubanos residentes em Brasília, e amigos de vários países latino-americanos.

    As palavras de agradecimento foram proferidas por Tirso Sáenz, presidente do Capítulo de Brasília da ANCREB, enquanto o embaixador Núñez Mosquera destacou a importância histórica da data e o seu significado no processo revolucionário do povo cubano, ao longo de todos estes anos, na qual o 26 de julho de 1953 constituiu o início de uma nova etapa da Revolução.

    As palavras do Embaixador foram seguidas pela leitura emocionada do poma “Já estamos em combate”, de Raúl Gómez García, realizada pelo compositor brasiliense Décio Coutinho, que também interpretou várias canções da sua autoria.

    A continuação se apresentou um grupo musical formado especialmente para a comemoração, com três vozes, guitarra e percussão, integrado pelo chileno Rodrigo Hernández e os brasileiros Jorge Macarrão e Márcio Bomfim. Interpretaram um amplo repertório de músicas latino-americanas, várias delas cantadas em coro pelos presentes. A atuação concluiu de forma especial, com um público eufórico dançando ao som da Guantanamera.

    A noite se transformou em uma manifestação de apoio a Cuba e sua Revolução, na que compartiram juntos, mais uma vez, cubanos residentes no Brasil e amigos latino-americanos. E estiveram presentes também, nas imagens projetadas no telão, nas fotos e cartazes que conformavam a decoração e no coração de quase todos os que ali se encontravam, os 5 Heróis cubanos presos em cárceres norte-americanos.

    Foi uma comemoração digna da histórica ação revolucionária do Moncada, um emocionante e acolhedor evento de solidariedade a Cuba. Predominou a simpatia e a contagiante alegria que tanto identifica aos nossos povos, e compartiram todos como irmãos, entre bandeiras, discursos, poemas, aplausos, abraços, músicas, comidas e bebidas típicas.

    E quando já bem entrada a noite se levantaram as vozes dando vivas ao 26 de julho, os ali presentes aplaudiram juntos, e brindaram todos, felizes, pelo 55 aniversário do glorioso assalto ao quartel Moncada. Somos os latino-americanos povos realmente irmãos, ninguém duvide, e que a nossa história comum de lutas e de vitórias nos proteja a todos e nos mantenha para sempre unidos e solidários.

    Pablo Saínz Fuentes
    Associação Nacional de Cubanos Residentes no Brasil “José Martí”
    http://www.guantanamera.com.br

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